Monday, November 24, 2008

FIM...

Caros adeptos do Rugby de Cascais (e não só..)

Depois de 2 semanas a escrever a história do Rugby do Dramático de Cascais, chegou a hora de colocar um ponto final neste blog. Penso que fui fiel ao meu propósito e que foram abordados temas que seguramente ainda serão muito discutidos.

Para evitar argumentações parvas que possam deitar a perder tudo o que aqui se conseguiu de útil, decidi apagar todos os comentários que me pareceram despropositados (assim que tenha tempo faço nova revisão a todos os posts) bem como impossibilitar a colocação de novos. No entanto, e como considero que algumas pessoas conseguiram ter uma discussão civilizada, deixo os comentários disponíveis para leitura.

No que respeita aos utilizadores, gostaria que soubessem que nos seus 15 dias de vida, tivemos em média 300 utilizadores diários que leram e participaram nas discussões, perfazendo um total de 3.835 visitas e 16.827 acções (e.g. escrever um comentário, seguir um link,...)

Como isto das novas tecnologias é fantástico, não posso deixar de vos mostrar o top 5 de utilizadores. Foram fieis todos os dias e em todos os posts! Um muito obrigado a estes! Por razões óbvias, e para que não sejam levantadas suspeitas, só eu sei quem são!


Antes de me despedir, deixo para reflexão os resultados da última sondagem onde 47% dos que responderam considera que o futuro do rugby de Cascais passa por nos juntarmos todos fora do Dramático...dá que pensar...

Um Abraço
"Um amigo de Cascais"

Wednesday, November 19, 2008

"Onde estamos e para onde queremos ir..."

Durante anos tentei ouvir e recolher informação de todas as partes, assisti a intrigas mas nunca, mesmo nunca, percebi a atracção por gerir uma secção de Rugby...

Foi esta e só esta a razão que me levou a partir esta história em peças e colá-la por episódios, ao vosso dispor, para desmentidos, debates, clarificação de ideias...

Tentei ouvir, pedir respostas e opiniões a todos sem distorcer a história, contei com o detalhe que me contaram e, para que fosse justo, mantive os comentários abertos para que pudessem desmentir, justificar ou simplesmente colocar a opinião de cada um.

Deixo-vos um resumo daquilo que foi contado neste blog:

1) O Rugby do Cascais tem um enorme historial e em poucos anos atinge a hegemonia do Rugby Nacional.

2) No momento alto do Rugby (1994/95), sente-se desconforto de outras modalidades do Dramático que se sentem ameaçadas pela notoriedade conseguida. Estranhamente 4 ou 5 históricos alinham contra o Rugby desse momento. Fica por saber quem? E porquê?

3) A Direcção do Dramático conotada com o Rugby negoceia novas infra-estruturas para o Clube e, ao contrário do que se diz na intriga regional, resolve o problema de todas as modalidades, usando a força do Rugby.

4) A espera pela execução deste projecto tarda, criando problemas ao Rugby em manter-se no topo. Os outros Clubes estão a inaugurar os seus projectos que demoraram anos e começam a atrair alguns jogadores e treinadores do Cascais, 2 a 3 por época.

5) A Direcção dá oportunidade a um grupo de Jogadores para dirigirem a Secção. Desistem por franca dificuldade em angariar fundos.

6) Mais tarde (98/99), a Direcção volta a permitir que elementos Históricos do Clube, creio que alguns que já em 94/95 tinham estado em lados opostos, tomem conta do rugby. Desistem por novas dificuldades em angariar fundos para a sua estratégia.

7) Passam-se 7 anos de "Travessia do Deserto" em termos de infra-estruturas e constantemente com a casa às costas. O Nicha demite-se em vésperas de ver o seu sonho tornado realidade.

8) Nuno Durão, que durante todo este tempo contou com ajuda de históricos como o Pedro Rogério e todos os jovens jogadores da equipa de então, assiste à chegada da tão sonhada “Terra Prometida”.

9) Com a sensação do dever cumprido, Rugby em todos os escalões de benjamins a Veteranos e com a Inauguração à vista, o Durão passa a pasta.

10) Aquilo que era um Estádio de Rugby, é agora um Campo de Futebol emprestado ao Rugby.

11) Agora, com condições, balneários, campo para treinar, luz, ginásio, estrutura administrativa, voltam ao Cascais muitas caras que não se viam há muitos anos. Assiste-se ao “efeito Mundial de Rugby” com a adesão de muitos jovens e pessoas à modalidade.

12) Vários atletas que durante anos foram garante da existência do Rugby são considerados importantes e desenvolvem acções de unir ainda mais a família do Cascais através de blogs, torneios, Galas e homenagens, ganhando protagonismo no Clube.

13) Termina este "filme" com a saída destes jogadores com história neste Clube.


A minha principal intenção era e sempre foi UNIR o Rugby de Cascais, pensei que debatendo ideias e que esclarecendo mal entendidos, escrevendo a história e pondo-a em teste desfazendo mitos, talvez se encontrassem pontos comuns, que os há de certeza.

Fiquei no entanto com algumas dúvidas nesta fase final:

- Depois de ler e reler ainda não encontrei a razão que justifique a criação do Rugby Linha;

- Não percebo porque é que as pessoas do Rugby de Cascais não prestaram mais atenção a este episódio.

- Não entendo como podem algumas pessoas viver de palmadinhas nas costas durante tantos anos com ódios escondidos a alguém, sem se assumirem e resolverem as suas divergências a bem do clube.

- Também me ficou na memória que a gestão do Clube não era neste período tão perfeita, relembrando que houve uma Carta Aberta (friso carta aberta, pois inundou e-mails e jornais naquele tempo) que o Vice Presidente do Dramático envia ao Presidente do GDSC com o titulo “Demita-se Rocha Ferreira”.

Culpas à parte, o facto é que em apenas 2 anos, algo que nunca tinha acontecido, acontece, e divide-se o rugby do GDS Cascais. Culpas à parte, o Dramático desde há 4 anos com excelentes condições está agora com resultados piores do que quando andava num lamaçal sem cabines.

Eu conheço todos e, posso garantir, que todos gostam do Rugby do Cascais. Eu conheço todos e sei que nunca em 30 anos houve uma guerra para separar o “Trigo do Joio”. Eu conheço todos e sei que se dariam bem uns com os outros, pois durante anos estiveram juntos em jogos, treinos, festas, bares, homenagens, etc...

Não compreendo o que se passou, nem sei se esta ferida sarará ou se agudizará criando dois clubes rivais mas, aqui sim, dou-me ao direito de concluir este projecto com a minha opinião:

Ninguém fez mal a ninguém e não é bom para o Rugby de Cascais uma divisão!!!

Contei a história do passado mas espero sinceramente que dentro de 10 anos se conte uma outra com um fim bem mais feliz! Espero, sinceramente, que não se tenha sequer que contar 2 histórias! No entanto, pior que isso, será não ter história para contar...

Por isso malta do Rugby que sempre soube mexer-se a tempo, leiam atentamente e façam qualquer coisa!

Gostaria de manter este blog em aberto para alguém que queira expor as suas ideias e, com sorte, unir todos os que gostam de rugby e de Cascais num só clube. Mais do que isso, se alguém do GDS Cascais , do CRL, o Zé Maria ou o próprio Manu Teixeira, ou outro que queira persseguir este "sonho", queira dar seguimento a esta tarefa, comprometo-me a, caso assim o desejem, enviar-vos o acesso ao blog de forma a relatarem e a discutirem o futuro do rugby de Cascais.

Porque não tornar este espaço limitado a leitores registados, por exemplo?

Abraço de um verdadeiro amigo do Rugby do Cascais

PS: Fala-se do que é publicado ou não, mas só posso publicar aquilo que tenho. Não tenho a carta aberta do Dariu nem o email de resposta ao Manuel Luís ficando assim por publicar caso me enviem.

Monday, November 17, 2008

"A gota de água que afastou mais de uma dezena de jogadores históricos do rugby!"

Estamos em Maio de 2007, no fim de uma época muito difícil e, liderados pelo JóJó e Zé Maria, ganhamos o jogo contra o Técnico garantindo a permanência na DH! A família do Cascais está de novo a acordar tendo-se reunido no Estádio Universitário centenas de pessoas a apoiar o Dramático.

Há que capitalizar o momento, há que juntar todos de novo num só clube! Um grupo de jogadores seniores, conscientes de que só unidos poderíamos voltar a ser fortes, toma a iniciativa e organiza, em nome da secção, uma Gala que ficará para a história. Pela primeira vez são homenageados os ex-jogadores e dirigentes que tornaram o Cascais no maior clube de Rugby Português!

Motivados com o ambiente no clube e sentindo a responsabilidade de serem os mais velhos, reúnem-se com a Direcção do Rugby para preparar a próxima época. Na altura, já o Badoxa estava nomeado como um dos treinadores e, como tal, presente em todas as reuniões. As ideias eram muitas: torneio de abertura, amigos do cascais, patrocínios, torneio de sevens, torneio internacional de escolas, galas de fim-de-época…

Muito se especulou sobre o que levou aquele grupo de jogadores a decidir sair do clube! Quem tem razão? Não me cabe a mim julgar opiniões, apenas tentar percebe-las e, como não vos quero enviesar, deixo-vos aqui os 3 links em que fundamentei a minha visão da história (também disponíveis na coluna da direita):

3. Mail enviado pela Direcção do GDS.

Resumindo, e depois de ler as diferentes partes, parece-me que esta decisão é um acumular de diversas situações tendo culminado numa “luta de egos”. É uma decisão que enfraqueceu a equipa, o clube e, acima de tudo, o Espírito do Cascais!

Depois de reler a carta destaco a seguinte frase quando se referem à equipa técnica para 2007/2008.

“Para nós o cenário era negro! E não só para nós. A própria direcção não se escusou de realçar que era essa a realidade, negra. Tudo ia mal, tirando a escolha da equipa técnica: Craig Ferris e Zé Maria, com o apoio do Badocha. (Aproveitamos para referir que coincidência ou não, estes foram exactamente os nomes das pessoas por nós contactadas aquando da saída do Prof. Olgário Borges, e sugeridas para integrarem a equipa técnica na época passada). Aliás, a equipa técnica para a próxima época era o nosso único ponto de equilíbrio, e era para nós sinónimo de motivação. Até que o Zé Maria nos informa que por motivos da sua vida privada não poderá, com pena, ser o treinador juntamente com o Craig e Badocha…

Tínhamos perdido a nossa única referência! Tínhamos perdido um excelente jogador, um promissor treinador, um cartão de visita do clube, um Amigo, e um exemplo para todos (não era por acaso que era apelidado de Sensei!)…”


O que se passou a seguir todos sabem. Este grupo de jogadores sugeriu o nome do Nuno Durão para substituir o Zé Maria mas esta hipótese foi rejeitada tendo sido alegado que era “Incompatível com algumas pessoas do clube…”. O Durão disponibiliza-se então para conversar com quem fosse preciso para esclarecer o que fosse preciso mas, não foi aceite.

O Cascais está então dividido!

MITOS

São vários os “mitos” que surgem associados a este acontecimento e ainda mais as versões da história. Não me sentindo capacitado para os esclarecer todos decidi apenas enumerar aqueles que me parecem mais pertinentes, deixando para vocês a respectiva discussão na caixa de comentários.

PRIMEIRO MITO: "Queriam receber dinheiro..."
SEGUNDO MITO: "Saíram para formar um clube novo..."
TERCEIRO MITO: "Não concordavam com algumas contratações..."
QUARTO MITO: "Não gostavam das pessoas da Direcção..."
QUINTO MITO: "Saíram por causa do Durão…"
SEXTO MITO: "Não concordavam com o investimento nas escolas..."

Lista de Jogadores que saíram:

Duarte Champalimaud
Martim Iglesias
Henrique Mesquita
João Heleno
Pedro Leitão
João Lemos
Bernardo Marques (Pata)
Francisco Guerra (Perico)
José Guerra
João Ulrich
Nuno Durão (Pico)
Manuel Mesquita
Frederico Vasconcelos
Pedro Silva (Pepes)
Sabáta
João Bustorff


Reparem que os jogadores que saíram têm ANOS de clube, viveram as épocas de glória e cresceram a sonhar um dia poder ser como o “Tutu”, o Cajó, o Roger, o Nuno e o Vasco Durão, os Murinellos, os Morais, o Alex, o Rodrigo, os Villar Gomes,…têm os valores do clube, sentem a camisola e de certeza que, hoje, sofrem com o actual estado do nosso rugby!

A mim, pareceu-me estranho nada ter sido feito…e a Vocês? Será que se separou mesmo o “Trigo do Joio” ou seríamos muito mais fortes se tivéssemos todos juntos?


PRÓXIMO POST..."ONDE ESTAMOS E PARA ONDE QUEREMOS IR..."

Um abraço
"Um amigo de Cascais"

Sondagem #2 - Resultados

Amigos,

Mais uma semana passou e muita coisa foi discutida nos comentários sempre com a maturidade que os assuntos exigem. Batemos o record de audiência na passada 6ªfeira com 330 pessoas diferentes a ler e participar neste espaço!

No que respeita à Sondagem #2 é unânime que, como expectável, o Rugby tenha sido identificado como a "Bandeira do Clube", seguido pelo Futebol e Pesca.


Durante o dia de hoje publicarei um dos últimos posts e lançarei a última sondagem.

Gostava só de deixar duas notas:

1) Objectivo deste Blog - Muitos duvidam da minha verdadeira intenção quando decidi criar este bolg acusando-me de contar a história como convém a alguns mas, até hoje, nada do que disse foi questionado! Estranho...O propósito deste blog era claro, contar a história do Cascais e levantar temas que, por polémicos que são, nunca antes tinham sido discutidos! Acho que estou a conseguir.

2) Comentários - Como poderão perceber, este espaço só faz sentido se o nível dos comentários aos posts for mantido. Assim, o meu critério é simples, tudo o que sejam acusações pessoais (indepentemente de a quem seja) quando não assinadas, serão apagadas (exemplo as acusações ao Badoxa e ao Nuno Durão). Tudo o que sejam boatos lançados por pessoas não identificadas, serão apagados (exemplo, a saída do Muri do Cascais). É um critério, que pode ou não ser justo, mas é o meu critério e, como fui eu que fiz o blog, acho que é válido!

Abraço
"Um amigo de Cascais"

Thursday, November 13, 2008

"A mudança de Direcção e o Impacto no Rugby..."

Estamos então em 2003, a Direcção já não é o Nicha sendo, bem vistas as coisas, liderada pelo futebol, Rocha Ferreira e Dario, com um elemento do Hóquei em Patins, um da Pesca, o Pedro Rogério, o Nuno Durão e o Vítor Villar.

Relembro a situação das infra-estruturas deixada pelo presidente Nicha:

1) No Campo destinado ao Rugby (Estádio, Bancadas e serviços e campo de treinos) será instalado um Pavilhão projectado pelo Bibas com todas as valências que permitirão a solvabilidade das várias modalidades e um Estádio de Rugby Relvado.

2) Em contrapartida pela cedência do Rugby, a CMCascais encontrará um campo para treinos.

3) Um protocolo assinado com CMCascais onde, em caso de saída do Guilherme Salgado, a Câmara possibilitará o uso do Hipodromo, Quinta da Marinha ou outro com condições idênticas.

Enquanto o Rugby luta com enormes dificuldades, Durão e Rogério têm de a seu cargo a manutenção semanal das instalações (comprar latas de tinta, lavar as retretes das cabines, lavar camisolas, pintar o campo,...). O uso intenso começa a deixar o relvado em muito mau estado...

Paralelamente, importa referir que durante semana os treinos de benjamins, infantis e iniciados, são dados num campo de relva e areia nas traseiras do Bar 10 onde, para além da fuga de esgoto do pavilhão, se encontram invariavelmente vidros partidos das noites do dia anterior. Estamos a falar em cerca de 40 crianças dos 6 aos 14 anos, com Pais a assistir e cujas cabines para mudar de roupa é uma casa abandonada a cair de podre à entrada do Bar 10!

É destas equipas que saem as esperanças de hoje, o Zeca, o Beloura, o Paulo filho do Cajó, o Vasco Oliveira irmão do Fred, o Nuno Bettencourt filho do Bico, o Tomás Jonet, entre muitos outros...

No meio de tudo a CMCascais está a ultimar a obra em betão e começam reuniões para adaptar algumas duvidas sobre a estrutura do Pavilhão. É aqui que começa uma verdadeira novela que vos conto como me contaram e que, na minha opinião, até tem lógica!

A "primeira guerra" começa com o adaptar dos ginásios...surge a brilhante ideia de ser o GDSC a explorar directamente o Health Club, contrariando o plano original de alugar a terceiros em troca de uma renda. Não fosse isto suficiente, propõem-se que o Health Club invada o espaço do restaurante...espaço este para o qual o clube já tinha uma proposta de exploração da Mercearia Vencedora e que serviria de Club House, troféus, sócios, etc... com toda a qualidade, nível e vista para o relvado (relembro, relva natural)...

Surge então a hipótese de colocar um sintético em vez do relvado para poder albergar o futebol...pelo que me foi dito, o Nuno Durão opõe-se de imediato, alegando que não só ninguém estaria interessado como haveria dúvidas que a primeira divisão do Rugby aceitasse. No fundo, o Durão sabia que era a invasão do Futebol a um espaço que sempre teve destinado ao Rugby e, obviamente, não queria ceder a isso sem haver uma tentativa de negociação/fusão com o Torre (campo sintético ali ao lado) o que, embora houvesse abertura por parte destes, nunca se chegou a tentar!

É nesta altura que começam a surgir por parte do Presidente e Vice-Presidente argumentos que indicam que algo mais se passa. Enquanto uns treinam miúdos, lutam por financiamentos, pintam o campo, limpam as latrinas...há na Direcção alguém que em nome do Rugby começa em reuniões paralelas com “históricos” do Clube afirmando mais tarde que a FPR, o Arqº João Paulo Bessa, o Tomás Morais, bem como todos esses "históricos" apoiam a introdução do sintético.

O Nuno Durão está na Direcção a lutar para evitar a invasão do Futebol ao trabalho de anos do Rugby e, nas suas costas, decorrerem reuniões "secretas" que validam essa invasão...

Impotente a tudo isto, mas com a sensação de dever cumprido, sente que alguns dos seus amigos de sempre sabem o que se está a passar. Os jogadores estão em plena época a lutar para subir de divisão e tudo o que não queria era período de nova instabilidade... Seria uma "Conspiração"?

O Rugby chegou vivo, está na primeira divisão, há miúdos dos benjamins aos seniores, o Pavilhão está inaugurado e tem agora fontes de financiamento para dar o salto.

Em resumo, houve sem dúvida uma luta infrutífera contra a transformação dum Estádio de Rugby em campo de futebol (emprestado ao Rugby), um Club House de Rugby em ginásio, uma casa para estrangeiros em posto médico, uma sala de audiovisuais em restaurante...

No fim da época o Durão liga a todos os que conhece incluindo Vítor Villar, Cajó, Bico e tenta marcar uma reunião magna do Rugby, para explicar o que está a acontecer e passar a pasta. Estranhamente, e apesar de terem aparecido vários jogadores e ex-jogadores influentes no Rugby, não aparece ninguém dos que semanas depois, pela mão da Direcção, se apresentam para "tomar conta" com um projecto mais que delineado... Seria a confirmação de uma "Conspiração"?

PRÓXIMO POST...A GOTA DE ÁGUA QUE AFASTOU MAIS QUE UMA DEZENA DE JOGADORES HISTÓRICOS DO RUGBY!!!

Abraço
"Um amigo de Cascais"

Wednesday, November 12, 2008

"Os 2 últimos anos da Guia e o novo Pavilhão..."

Temos então que começar a pensar nas épocas seguintes. Há 2 anos que estamos na segunda divisão e é preciso colocar os Seniores no lugar que merecem.

Prepara-se então um projecto que assenta na profissionalização da estrutura organizativa e no alargar do Rugby às escolas. Paralelamente, é necessário dotar o campo de infra-estruturas que garantam condições mais dignas.

O projecto passa por garantir que em 2 anos estaremos de volta à 1ª Divisão (actual DH), que teremos treinadores de referência e que instalaremos cabines no campo, luz para treinar, uma bancada para os adeptos, etc...

Com os “paitrocínios” do costume e alguns patrocínios, avançamos para a época com uma verba que permite um orçamento de cerca de 80.000 Euros. São instaladas cabines/contentor, são feitas as bancadas e é contratado, por indicação do sempre apoiante John Dobson, o John Verster que traz consigo dois fantásticos jogadores um pilar e um ponta.

Apenas como pormenor, a época é apresentada numa conferência de imprensa impressionante com jornais e televisão, com a presença do António Capucho onde as crianças do ATL da Galiza mostram os novos equipamentos das escolas.

O projecto do ATL liderado pelo Pedro Leitão, Manu, Martim e Sabata passava por ir buscar cerca de 30 crianças em carrinhas do Cascais a S.João, treina-las e leva-las de volta. Os resultados são concretos mas apenas possíveis graças a um fantástico esforço conjunto! Estamos na génese da já famosa equipa do ATL da Galiza.

Este ano os Seniores chegam à ultima jornada em 1º lugar, não podendo perder por mais de 8 pontos em Arcos de Valdevez. A 1 minuto do fim o Arcos marca um ensaio, transforma e ganha por 8 pontos, não permitindo o Cascais subir de divisão...

Para a época seguinte ainda sobra dinheiro e o Vasco Durão abandona a Selecção onde está como treinador e vem treinar o Cascais. É mais uma época dificil, mas brilhantemente o Cascais sobe à Primeira Divisão.

É neste ambiente que o Nicha, já desgastado pelas pressões, pela difamação em voz baixa e pela continua demora em avançar a obra do pavilhão, se demite da Direcção.

Sucedem-se os episódios da Direcção não se demitir com o Presidente e tentar manter-se em funções indo a uma assembleia geral, o episódio da pistola do Presidente da AG...onde se aprova eleições.

O Nuno Durão faz uma lista e concorre à Direcção do GDSC. É derrotado por uma outra lista liderado pelo Jorge Branco onde está o Vice-Presidente do tempo do Nicha e responsável pelo episódio anterior. Competindo em linhas gerais o Rugby contra o Hoquei em Patins, Futebol e Hoquei em Campo...

Esta Direcção recém formada demite-se pouco tempo depois e surge nova lista única encabeçada pelo Luis Rocha Ferreira que estava como Vice Presidente da Lista anterior do Nuno Durão.

O ano seguinte é então muito mais dificil! Há duas épocas que o orçamento do Rugby não recorre a verbas do Clube e tem de criar as suas próprias receitas...até verba da Câmara para apoio às modalidades desportivas, onde o Rugby representa mais de metade em número de atletas, fica para o Clube!

O orçamento é quase nulo e reforçamos então a equipa senior com 2 jovens de 19 anos sul africanos, mas que dada as suas relações, nos permitem um acordo com o Hotel Pestana onde ficam hospedados e por isso com custos reduzidos.

Nesta época, infelizmente, não conseguimos atingir o nivel dos Clubes mais preparados. Ganhamos ao CDUP, temos resultados desnivelados (cerca de 40 pontos) com as melhores equipas, mas estamos até à ultima a discutir a descida que se confirma.

Foi durante esta mesma época que temos o prazer de assistir à cerimónia de lançamento da primeira pedra onde o Nuno Durão, perante jornalistas, Presidente da Câmara entre outros, faz um discurso relembrando o memorável Pedro Jonet e dedicando este Pavilhão ao recém demitido Presidente que tanto aguentou e esperou e não teria a honra de o inaugurar como Presidente. Muita gente ficou incomodada!!!

PRÓXIMO POST...A MUDANÇA DE DIRECÇÃO E O IMPACTO NO RUGBY!!!

Um abraço
"Um amigo de Cascais"

Tuesday, November 11, 2008

"O novo campo, uma nova gestão, a salvação advinhas-se!!"

Estamos neste momento a treinar de novo no pelado do Guilherme Salgado e a jogar no Estádio Nacional.

Temos de encontrar uma solução já que no pelado há pouco espaço entre futebol Cascais, futebol Torre e Rugby...tudo está difícil! Por outro lado, alguns anos de relva (mesmo que em mau estado) e os novos campos que começam a aparecer por Lisboa, fazem os Pais da “miudagem” pensar duas vezes antes de deixarem os seus filhos treinar no pelado.

O Nicha mete mãos à obra e começa a desenvolver o novo Estádio de Rugby da Guia tendo encontrado do lado da Câmara aliados de peso, nomeadamento o Presidente António Capucho, o Vereador do Desporto João Sand e Castro e o "nosso" Pedro Morais que sempre nos apoiaram!

Paralelamente, é em Março deste mesmo ano que aparecem alguns históricos do Rugby de Cascais a propor ao Nicha tomarem conta da secção... Apresentam projectos "ambiciosos" e, na tentativa de garantir o financiamento de um orçamento que permita ao Cascais dar um salto qualitativo, "exigem" a reorganização da estrutura do rugby!

Não bastasse terem "pedido" a quem aguentou o Rugby nos últimos anos que se afaste, exigem ao Nuno Durão que vá a um treino apresentar aos jogadores seniores as "novidades" e reafirmar que a partir daí ele não estaria mais envolvido na secção. O que este cumpre!

Ainda esta época o Nuno agarra na equipa de 7’s, sem parte dos seus principais jogadores como o Pepes, Camélias, Zé Maria e António Pinto que estão ao serviço da Selecção e o Cascais vai ao torneio Internacional de Madrid escrever mais uma história de sucesso. Apurados para os ¼ de final, têm ainda em jogo equipas como a Itália, Espanha, Escócia e Portugal, na sua máxima força, já que estão a preparar o mundial. Recheados de jovens como o Manu Teixeira, Martim Iglesias, e alguns experientes como o Vasco e Nuno Durão, o Sabata, Braga e o inesquecível Sereli Bobo, não só se apuram, como ganham a Final a Portugal por expressivos 40 pontos.

A renovada secção continua a procurar meios para organizar a época seguinte quando fica a saber que o campo da Guia não estará pronto a tempo. Entretanto já está confirmada a vinda do Guz, Sul Africano que já nos tinha treinado e que, em Agosto, de malas feitas e depois da sua mulher ter abandonado o emprego, está preparado para embarcar, com direito a bom salário, casa, etc...

É neste ambiente que em finais de Agosto transmitem ao Presidente Nicha que sem campo não conseguem qualquer patrocínio e que por isso não se podem comprometer com o projecto e consequentemente desistem a não ser que o Clube assuma a despesa, algo que a Direcção não pôde obviamente cumprir...

Perante isto, o Nuno Durão e o Pedro Rogério são "chamados" para garantir mais uma época com orçamento incerto, tendo que remediar todos os compromissos que os anteriores tinham feito, principalmente o Guz!

Envolvido no anterior projecto estava o Badocha, um jogador importante e influente na equipa, a quem o Nuno Durão vem propositadamente a Cascais explicar a situação e perguntar se pode contar com o mesmo para a época...este ficou de pensar, e aparece a jogar pelo Belenenses, sem nunca ter informado de volta o Durão...

Naturalmente cumpre-se mais uma época difícil, mas tudo como dantes...estamos vivos!

Durante a época o campo da Guia está pronto...tem relva e rega, mas temos de usar os balneários degradados e à espera de demolição que simpaticamente a Torre nos dispensa. O acesso é feito pelas traseiras do bar da Torre (escusado relatar agora as condições de higiene do balneário, pelo que deixo à vossa imaginação... )

O Cascais usa estas instalações enquanto as equipas adversárias se equipam no velho pavilhão! Isto é, quem vem jogar a Cascais equipa-se no Pavilhão e vem de carro até ao campo da Guia. Era o melhor que se tinha para oferecer.

O Vasco Durão e o Magoo assumem treinar os Juniores e com o apoio de alguns “paitrocinios” desenvolvem uma época brilhante, apurando-se para a fase final e ficando nos 4 primeiros. Terminam esta época com uma digressão histórica a Twickhenam.


PRÓXIMO POST...OS 2 ULTIMOS ANOS DA GUIA E O NOVO PAVILHÃO

Abraço
"Um amigo de Cascais"

Sondagem #1 - Resultados

Passados quase 15 dias desde que decidi começar este blog, é com muito agrado que vejo os resultados da primeira sondagem. De todos os que têm acompanhado diariamente este espaço (média de 220 utilizadores por dia), 74% consideram-no util sendo que apenas 4% o classificou como escusado...

A sondagem #2 está já disponível do lado direito do blog!

Gostaria ainda de fazer nova referência aos comentários que têm sido de elevadíssimo nível! O blog surge para promover a discussão de qualquer assunto relaccionado com a história do clube. Assuntos estes, que pelas mais diversas razões, não estão claros para todos!

Assim, pedia-vos que participassem (tal como aconteceu no primeiro post), que participassem com nível para que, possamos de uma vez por todas acabar com mitos que não nos deixam ser maiores!

Como nota final, e como curiosidade, um referência para a abrangência geográfica do nosso clube. O blog está a ser acompanhado nos 4 cantos do mundo!

(cliquem na imagem)

Um abraço
"Um amigo de Cascais"

Monday, November 10, 2008

"O projecto do pavilhão e os difíceis momentos porque teve de passar o rugby..."

Vamos relatar aquilo que se passou de 97 a 99...

Na realidade, não era fácil manter a dinâmica apresentada nos últimos anos...Não só pela perda de infra-estruturas e reduzido orçamento mas, acima de tudo, porque estávamos no momento de lançamento dos projectos de outros Clubes como Direito, Agronomia e Técnico. Aliciados por estes projectos, o Cascais começa a perder 2/3 jogadores por época ao que, se juntarmos o envelhecimento natural da equipa, se traduzia numa redução competitiva da equipa sénior que nem a subida fantásticos atletas das camadas jovens conseguia resolver!

Mas são de qualquer forma épocas fantásticas...

Temos a vinda de um treinador Sul-Africano, o Guz. Temos uma época dificil já que no formato do campeonato não se pode deslizar!! Grupos de 4 a 1 mão para apurar 2. O Cascais escorrega e o Benfica com 1 drop no fim do jogo garante o 2º lugar. O Cascais passa 1 ano na mó de baixo.

Na época seguinte foi tudo muito parecido e mais tarde, com nova alteração ao modelo do campeonato, o Cascais vai parar à 2ª Divisão.

Treina-se no pelado do Guilherme Salgado, onde todos os escalões de formação dividem um meio campo. A equipa de Iniciados é imbatível, onde jogadores como o Pico, o Franco, o Faneca, o Perico, o Bernardo Marques e outros, começam a demonstrar que virão novos valores.



.
Jogadores seniores asseguram os treinos dos miúdos, como o Sabata, Manuel Teixeira, João Heleno, Macaco, Camélias, Leitão, Martim Yglesias, Magoo, Bico e outros. Por dois anos seguidos levam-se duas equipas, uma de seniores e outra de miúdos, ao torneio internacional de beach rugby de Biarritz. Os juniores vão em digressão à Escócia.

No entanto e sem dramas passam-se bons tempos. Todos os anos vamos no início de época a Sevilha ou a Madrid estagiar e jogar. Foi sempre um desafio e anos bem divertidos.

Somos ainda campeões de 7’s e continuamos com um grupo de amigos forte e que gosta de jogar Rugby. Ganhamos neste período por duas vezes o Lisboa 7’s, feito fantástico!!

Neste momento o Bibas está a desenhar o Pavilhão de Cascais, as valências, a exploração financeira, onde ficará o Restaurante Club House do Rugby, os quartos para estrangeiros, o elevador do parque de estacionamento para o Restaurante, o Health Club que libertará verbas para as modalidades, os bares, as lojas, etc...

A CMCascais não tem verba disponivel para avançar com o Pavilhão, não consegue honrar o protocolo de nos deixar ir para o Hipódromo e, mais importante, parece que o Judas vai sair pois António Capucho apresenta-se como forte candidato.

O Nuno Durão já não faz parte da Direcção há 1 ano tendo deixado a pasta do Rugby com um grupo de jovens influentes ainda jogadores, entre eles, João Jonet, José Maria Vilar Gomes, Vasco Durão, Rodrigo Castro Pereira...

Infelizmente confirmam a mesma dificuldade de sempre de não conseguir encontrar patrocinadores para dar sentido ao projecto...tudo como dantes!

António Capucho ganha a Presidência da Camara e começam as renegociações, quase do princípio. Nicha Presidente pede ao Nuno Durão que volte, não para a Vice-Presidência, mas para tratar das infra-estruturas mandatado por uma Direcção unânime.

Quando a Direcção percebe que Hipódromo é inviável, vê-se obrigada a alterar a estratégia. Porque ainda por cima, já sabiamos que não podiamos continuar na Quinta da Marinha...Temos de construir o Estádio de Rugby onde desde sempre deveria ter estado e manteremos o protocolo da saída (que apenas está anunciada, o futebol ainda não saiu) do Guilherme Salgado para encontrar solução para o futebol, com uma certeza... não sairemos do pelado sem solução!!!

O GDSC tem então de adiantar verbas para iniciar as escavações do Pavilhão, a construção, rega, bombas e furo do Estádio de Rugby da Guia.

É nesta altura que se organiza um fantástico torneio de Seven’s na Beloura onde uma super equipa das Fiji arrebata o troféu.

É desta equipa que em Madrid se contrata o fenomenal e inegualável Sereli Bobo que trará consigo um fantástico ser humano e amigo Semeli (pilar). Prepara-se então uma época onde, o Kinkas aparece para ajudar e o João Consciência é ajudado pelo Zé Maria Correia de Sampaio.

Este ano a equipa acaba por ir brilhantemente à final da Taça de Portugal com a Agronomia, jogo transmitido em directo pela televisão desde o campo do Direito! Depois de ganhar por quase 40 pontos à AAC, o Cascais só perde na final porque lhe é retirado um ensaio no último segundo de jogo, mal ajuizado pelo árbitro...

Estamos neste momento a treinar de novo no pelado do Guilherme Salgado e a jogar no Estádio Nacional. As condições de treino são as que a maioria conhece. Quanto aos jogos, no estádio nacional a “massa” apoiante resumia-se a meia dúzia...

PRIMEIRO MITO"Má gestão...!!!" - Sabem lá o que é gerir um buraco. A casa às costas, um pavilhão que mete àgua, uma cobertura a ruir, o Manel a montar canaletes de plástico, as esfregonas sempre ao lado do ringue... Sabem lá o que é ter de desencantar dinheiro seja donde for pois está-se a gastar aquele que ainda há-de vir...temos de chegar vivos ao outro lado!!!

SEGUNDO MITO"O Rugby ruiu...!!!" - Não, nesses tempos batemo-nos de igual para igual, é neste ano que o CDUL vai parar à 3ª Divisão desce de divisão, e imagine-se, nós estamos na final da taça, e ganhamos torneios Internacionais de 7’s.

TERCEIRO MITO "O Durão deve estar a comer...não larga aquilo!!!" - Largar como? Quem mais se ofereceu para levar o barco a bom porto e teve a persistência necessária para passar pelas adversidades até ao fim? Naquele tempo a única motivação era não deixar o rugby morrer e olhar para o futuro próximo e esperar que o que foi projectado no passado se concretizasse rapidamente. Era uma missão difícil e que nada tinha de “glamorosa”, e na falta de interessados alguém tinha que seguir com ela para a frente.


PRÓXIMO POST - O NOVO CAMPO, UMA NOVA GESTÃO, A SALVAÇÃO ADVINHA-SE!!

NOTA IMPORTANTE!

Caros,
Optei por escrever esta história para esclarecer momentos e feridas que, parecendo insanáveis, estão a questionar a unidade do Rugby no Dramático. Com informações recebidas de vários lados e sem me deixar envolver em conflitos de menor importância, tenho tentado ser o mais isento possível.

A ideia seria levantar a discussão, através dos comentários, das principais linhas críticas dentro desta instituição. Sei que, e nota-se o primeiro post, se estavam a discutir pontos e duvidas da história do nosso clube.

Fico triste e quase frustrado por ver que embora o número de leitores tenha aumentado exponencialmente, à média de 150 diários, os comentários tenham baixado consideravelmente, demonstrando que alguns não têm interesse em que se saiba a realidade do que se passou.

Tenho a história escrita até ao fim e, acreditem, que estão a perder uma boa oportunidade de expor os vossos pontos de vista. Ficará a opinião daqueles que se interessaram por discutir, aqueles que genuinamente querem o bem do Cascais, aqueles que em vez de uma guerra de “poleiros” estão preocupados com o Rugby em Cascais.
Um abraço
"Um amigo de Cascais"

Saturday, November 8, 2008

RESUMINDO E CONCLUINDO...4º POST

"Os problemas da Quinta da Marinha e a proposta de demolição do pavilhão..."

Fazemos as malas e vamos para a Quinta da Marinha! É neste ambiente que surge a CMCascais com novas noticias:

1) "O Pavilhão vai ser demolido para instalar um Hotel incluído nas negociações da Marina de Cascais "
2) "O Centro de Estágio na Quinta da Marinha não vai avançar!"

...face a uma enorme abertura e boa vontade da CMCascais, fica acordado o seguinte:

1) O terreno da Guia até então da CMCascais é cedido ao GDSC;
2) É cedido um terreno no Pai do Vento para uma bomba de gasolina onde hoje está a CEPSA;
3) O Pavilhão será construído pela CMCascais no campo de treinos do Rugby ficando por encontrar um local para treinar;


MITOS:

PRIMEIRO MITO – "Encheram-se de guito!!!" - Não perceberam as dificuldades que o Clube vive nem que era fundamental sobreviver mais 4 ou 5 anos.

SEGUNDO MITO – "Outra vez...só pensavam nos Seniores!!" - Analisem que condições oferecia o clube nesse tempo. Era muito prático ir deixar um miúdo à chuva, palmilhar 500 m às escuras e treinar num lamaçal com um foco..!! Quantos pais o fariam? Mesmo assim, o Cascais competia em todos os escalões e lutava em alguns pelo 1º lugar.

TERCEIRO MITO – "Negociaram muito mal!!" - Acho que não é necessário escrever outra vez aquilo que a Direcção da altura conseguiu! Foi efectivamente o maior salto em infra-estruturas próprias que o Clube alguma vez conheceu na sua História, desde o pequeno campo de Hóquei do antigo Hotel Nau.


COMENTÁRIOS A RETER:

Comentário: “Ou seja desde essa altura que o futebol viria para onde está hoje. Foi a direcção que negociou!!! O Futebol não roubou nada a ninguém, pelo que leio neste post antes pelo contrário.”

Resposta: "Lê atentamente e vai lendo nos próximos dias, tens o dedo no gatilho, mas pecas por falar sempre antes do tempo!"

Chamou-me ainda a atenção outro que espero que leiam...

Comentário: "... E acho que é simples resolver este problema NUNO e CAJO"


CONCLUSÃO:

À medida que a história avança, mais se nota que as discórdias no Rugby são muito pouco perceptíveis, a não ser em birras de egos, mas chamo a atenção para a constante presença do futebol como que querendo legitimar o “assalto ao Estádio de Rugby

RESUMINDO E CONCLUINDO...3º POST

"Situação Económica da altura e a Travessia no Deserto..."

A Direcção do Clube teve de começar a repensar o "Projecto Rugby" e, simultaneamente, o Projecto GDSCascais em geral. Sem orçamento e sem forma imediata de encontrar financiamentos e infra-estruturas têm de, no curto prazo, cortar custos!

Com um esforço de memória percebemos que coincide esta altura com o início dos problemas!


MITOS

PRIMEIRO MITO: "O terreno da Guia era para o GDSC.." - Não o Terreno da Guia era para um Estádio de Rugby, estruturas de apoio e campo de treinos.

SEGUNDO MITO: "Andavam a gamar... " - Se descobrirem um tostão a mais do que se gastou, paguem o salário ao próprio empregado que controlava a caixa que, várias vezes, teve salários em atraso!!

TERCEIRO MITO: "Os outros Clubes tiveram melhor estratégia..." - Os outros Clubes como Direito e Agronomia estavam hà quase 15 anos a preparar a mesma solução que o GDSC estava a tentar agora.


COMENTÁRIOS A RETER

Comentário: “Agora tou eu curioso, em que ano foi essa lista do Branco contra o Vilar Gomes? E quem eram os do Rugby nessa lista?”

Resposta: “Por acaso estavam pelo menos 4 do Rugby na lista do Branco contra o Nicha em 95.”


CONCLUSÃO (QUE SUBSTITUI A CONCLUSÃO DOS RESUMOS ANTERIORES)

No Rugby... afinal já haviam zangas e divergências de maior, mesmo durante os anos de ouro no Hipódromo. Ficou por saber quem? Porquê? Mas isso também não interessa nada, para a frente é que é o caminho.

Friday, November 7, 2008

"Os problemas da Quinta da Marinha e a proposta de demolição do pavilhão..."

...relembro que o Clube está em crise, ficou sem acesso aos alugueres do Pavilhão, as finanças apertam, desaparecem os patrocínios e os mecenas, mas há que arregaçar as mangas e garantir que se chega vivo ao outro lado.

Fazemos as malas e vamos para a Quinta da Marinha!

É de louvar o esforço da Mãe Murinello que agarra em tudo isto, tratando das escolas e explorando um bar após os jogos na Quinta da Marinha para angariar algumas verbas para os miúdos!!

A Quinta da Marinha é um relvado a cerca de 500m do parque de estacionamento, por um caminho escuro, onde o campo é iluminado por um único poste de luz, para que tenham ideia.

Os treinos são dentro da área de ensaio à meia-luz (único local iluminado pelos dois postes de iluminação pública)...a 500m guardam-se os sacos e equipamentos de treino numa sala que, em dias de jogo, desenrasca de balneário. É preciso percorrer estes mesmos 500m para se enconontrar a única torneira de água potável...

Ganhamos uma Taça Ibérica com o St. Boiana no E. Universitário.....

Com tudo isto, este ano terminamos o campeonato em 1º empatados com a AACoimbra (história do meio ponto), já com alguns jogadores a preferirem jogar noutros Clubes, agora com melhores condições.

É neste ambiente que surge a CMCascais com novas noticias:

1) "O Pavilhão vai ser demolido para instalar um Hotel incluído nas negociações da Marina de Cascais "
2) "O Centro de Estágio na Quinta da Marinha não vai avançar!"

Todos se apercebem que, antes que as coisas comecem a piorar, é fundamental capitalizar a influência dos resultados históricos do Rugby...adivinham-se grandes dificuldades...

Neste ambiente, já não há tanto público e o Rugby já não tem tantos “adeptos” como tinha...O Cascais está reduzido aos verdadeiros amantes do Clube que, incondicionalmente, vão manter a chama viva. Leia-se o comentário sobre o “cheque em Branco” a um verdadeiro Cascaense, o Grande Pedro Rogério, 2º mais Internacional do Cascais e nomeado melhor jogador do ano em Portugal.

Durante este ano a Direcção concentra-se na preparação de um projecto de futuro. De um projecto que garantisse a sobrevivência do clube!

Consulta vários especialistas em Direito e a situação histórica de infra-estruturas do GDSCascais é a seguinte:

"Em caso de litigio e má vontade da CMCascais o Dramático abandona o Pavilhão, o Guilherme Salgado e tem direito a uma sede social de cerca de 200m2 e a uma indemnização na melhor das hipóteses de 30.000 Contos (150.000€)"

É com esta "arma" que a Direcção vai negociar com José Luis Judas, Presidente da CMCascais na altura. Depois de duras negociações e perante a enorme abertura e boa vontade da CMCascais, fica acordado o seguinte:

1) O terreno da Guia até então da CMCascais é cedido ao GDSC;
2) É cedido um terreno no Pai do Vento para uma bomba de gasolina onde hoje está a CEPSA;
3) O Pavilhão será construído pela CMCascais no campo de treinos do Rugby ficando por encontrar um local para treinar;

Deixou-se propositadamente o Guilherme Salgado de fora desta negociação, pois seria uma "carta" para negociar mais tarde...resolveu-se o problema do Hóquei, das Modalidades de Pavilhão e do Rugby. Falta o futebol!

Um ano mais tarde, a CMCascais quer vender o Guilherme Salgado e propõe troca-lo pela utilização do Hipódromo. Assim tínhamos tudo resolvido!

1) Rugby de volta ao Hipódromo;
2) Futebol junto do Pavilhão;
3) Modalidades com "casa própria";
4) E ainda temos a receber um local para o Rugby treinar!

Tudo isto está documentado e assinado em contratos e protocolos.

Resumo, aquela Direcção consegue transformar um Clube cujo horizonte é uma indemnização e uma sede de 200 m2, num projecto que é nem mais nem menos que um terreno na Guia, um Pavilhão, um Estádio de Rugby e ainda a possibilidade de ir para o Hipódromo Manuel Possolo, ficando ainda a promessa de um campo de treinos para o Rugby!!!

PRIMEIRO MITO"Encheram-se de guito!!!" - Não perceberam as dificuldades que o Clube vive. Não perceberam que verbas que estavam já destinadas tiveram de ser gastas na manutenção do dia a dia, dado que, afinal, a CMCascais iria construir o Pavilhão! Não perceberam que o Clube tinha de existir quando viesse o Pavilhão e que o buraco financeiro rondava os 200.000€ ano! Não perceberam que, começando agora o Pavilhão, nunca estaria pronto antes de 3 a 4 anos!!!

SEGUNDO MITO"Outra vez...só pensavam nos Seniores!!" - Analisem que condições oferecia o clube nesse tempo. Era muito prático ir deixar um miúdo à chuva, palmilhar 500 m às escuras e treinar num lamaçal com um foco..!! Quantos pais o fariam? Mesmo assim, o Cascais competia em todos os escalões e lutava em alguns pelo 1º lugar.

TERCEIRO MITO"Negociaram muito mal!!" - Acho que não é necessário escrever outra vez aquilo que a Direcção da altura conseguiu! Foi efectivamente o maior salto em infra-estruturas próprias que o Clube alguma vez conheceu na sua História, desde o pequeno campo de Hóquei do antigo Hotel Nau.

Aquilo que se conseguiu na altura é o que existe hoje, embora agora se tenha desperdiçado uma boa parte do que estava acordado por escrito e em contratos.


PRÓXIMO POST ...O PROJECTO DO PAVILHÃO E OS DIFICEIS MOMENTOS PORQUE TEVE DE PASSAR O RUGBY...

Um abraço
"Um amigo de Cascais"

Thursday, November 6, 2008

"Situação Económica da altura e a Travessia no Deserto..."

Relembro que o Rugby faz parte de um Clube mais amplo que tem muito mais modalidades, enorme historial e determinadas infra-estruturas.

Naquela altura, as principais fontes de financiamento do Dramático são os subsídios da Câmara Municipal de Cascais e os alugueres do Pavilhão para eventos como feiras, concertos, festas, carnavais, etc... Naquela altura, a grande parte das modalidades consomem mais do que geram e o Rugby, entre muito poucas outras, consegue ser auto-suficiente e ainda contribuir para "tapar o buraco".

Por volta de 1994/95, um conjunto de acontecimentos revelam-se num enorme revés no projecto idealizado para o clube acabando por influenciar, e muito, o "Projecto Rugby".

1 - O Pavilhão, que sempre foi propriedade da CMCascais está a cair aos pedaços e o Clube é informado que boa parte das bancadas ficam interditas por razões de segurança.

Resultado: a principal fonte de receita termina.

2 – A CMCascais informa o Clube que pode continuar a utilizar o Hipódromo, mas os concessionários constroem um obstáculo de betão bem no meio do campo. A CMCascais emite uma ordem de demolição que não é acatada.

Resultado: perde-se o estádio onde jogávamos.

3 – Ao ficar sem Estádio, perde-se a dinâmica de festas, troféus e patrocínios.

Resultado: se uma fonte de financiamento tinha acabado, a outra ficava bem mais difícil.

A Direcção do Clube teve de começar a repensar o Projecto Rugby e, simultaneamente, o Projecto GDSCascais geral. Sem orçamento e sem forma imediata de encontrar financiamentos e infra-estruturas têm de, no curto prazo, cortar custos!

É claro que muita gente na altura não percebeu, pois recorriam a contas isoladas. Por exemplo, se as escolas pagam as mensalidades deveria haver dinheiro, mas nunca se lembram que estão integrados num Clube mais amplo, com mais modalidades, maior parte delas deficitárias, onde muitos outros custos têm de ser suportados.

Por volta desta altura, já depois de reduzir ao máximo os orçamentos de todas as modalidades o Presidente demonstrou que cada dia que abria a porta, o Clube perdia 100 contos (500€/dia). Com um esforço de memória percebemos que coincide esta altura com o inicio dos problemas!

Injustiças nas oportunidades, falta de condições, "andam a gamar", o Papão, mas ainda não tinham começado as verdadeiras dificuldades. Ainda só se adivinhavam! Era preciso repensar o projecto, dedicar vidas e sacrifício pelo Clube, planear uma estratégia que garantisse um futuro de sucesso!

Resumo: perdeu-se a fonte de financiamento, o campo de jogos, por via do emagrecimento de custos perdem-se os estrangeiros, treinadores e alguns jogadores...

A Direcção investe então no "Projecto Rugby", tentando recuperar o tal campo da Guia, oferecido pelo conhecido e apoiante incondicional do Cascais, Sr. Américo Santo à CMCascais.

Por esta altura já o fantástico Arqº Bibas , exemplar jogador, amigo e dedicado, começava a delinear um Projecto que consistia num Estádio de Rugby Relvado, com bancadas, Club House, Ginásio e da parte de trás, um campo de treinos. Tudo isto foi trabalho, esforço e dedicação do Rugby e, como tal, este campo seria cedido para o Rugby!

Faltava encontrar um financiamento de cerca de 360.000 contos (1.800.000€) sendo nesta altura que um construtor se propõe financiar cerca de 1M€ enquanto que a CMcascais garantia, com o dinheiro do Jogo do Casino, as obras de infra-estruturas.

A Direcção, apesar de consciente das naturais dificuldades vividas pelo Hóquei e Futebol, está a negociar forte e, sem afectar a estrutura existente nestas duas modalidades, tentava consolidar uma posição ganha pelo Rugby ao fim de muitos anos de históricos resultados desportivos.

Mas é esta mesma Direcção que, enquanto procura assegurar o futuro do Clube e do Rugby, começa a sofrer ataques em eleições! Ataques de listas baseadas no Hóquei em Patins e no Futebol onde, por estranho que pareça, aparecem elementos históricos do Rugby!

Neste momento, e para resolver o problema imediato enquanto todas estas questões se concretizam, a CMCascais apresenta à Direcção um projecto fantástico de um Centro de Estágio de nível Internacional nos terrenos do Hipódromo da Quinta da Marinha e propõe a passagem imediata do Rugby para 2 campos relvados no referido sítio.

Quanto a roubar... “1 tostão a mais que fosse encontrado era para pagar a electricidade ou a água.” Acreditem ou não, sei que todos têm "boa fé" para pensar que não se rouba um prejuízo...

Em resumo, a Direcção está a tratar das futuras instalações do Rugby na Guia e a garante uma presença nos campos da Quinta da Marinha. Fomos então para a Quinta da Marinha!


PRIMEIRO MITO: "O terreno da Guia era para o GDSC.." - Não o Terreno da Guia era para um Estádio de Rugby, estruturas de apoio e campo de treinos.

SEGUNDO MITO: "Andavam a gamar... " - Se descobrirem um tostão a mais do que se gastou, paguem o salário ao próprio empregado que controlava a caixa e que várias vezes teve salários em atraso!!

TERCEIRO MITO: "Os outros Clubes tiveram melhor estratégia..." - Os outros Clubes como Direito e Agronomia estavam à quase 15 anos a preparar a mesma solução que o GDSC estava a tentar agora.

Tentem perceber que quando o GDSC começa a preparar o projecto de hoje, o Direito, Agronomia e Técnico estão a inaugurar as suas super-instalações, depois de anos e anos de projecto.

Será que foi neste momento de um Cascais com problemas, outros Clubes a inaugurar instalações novas, que alguns começaram a trocar o Cascais por outros?


NO PRÓXIMO POST, OS PROBLEMAS DA QUINTA DA MARINHA E A PROPOSTA DE DEMOLIÇÃO DO PAVILHÃO

Um Abraço
"Um amigo de Cascais"

RESUMINDO E CONCLUINDO...2º POST

"Os anos de Ouro..."

Novamente não houve grandes polémicas. Todos concordaram que a entrada do Nicha para Presidente ajudado pela colaboração do Nuno Durão foram importantes para os Anos de Ouro.


MITOS

PRIMEIRO MITO: "Os amiguinhos do Nuno Durão..." - Afinal não foi bem assim já que se queixaram de não haver oportunidades mas simultâneamente afirmam que as oportunidades eram dadas cedo demais.

SEGUNDO MITO: "Só apostavam nos seniores!" - Descobrimos que eram campeões dos vários escalões, os Juvenis faziam digressões, vinham estrangeiros reforçar os Juniores...

TERCEIRO MITO: "Não davam hipoteses aos mais novos..." - Para além do que foi debatido no "PRIMEIRO MITO" apareceram nomes de mais de uma dezena de miudos que ainda com idade Junior integraram uma equipa Senior com 16 Internacionais ...



COMENTÁRIOS A RETER

Alguém diz que os jogadores podem amar um Clube mas, perante melhores condições noutro lado devem mudar...sai esta fantástica resposta!!!

“Claro que o nosso pensamento é diferente e ambos temos o direito às nossas divergências, mas o facto é que se tu tivesses certo, então toda gente teria o direito de pensar/agir como tu, e se toda a gente pensasse/agisse como tu, existiriam em Portugal apenas 2 ou 3 clubes de rugby, se tanto, em que, no limite, todos procurariam mudar para o melhor, em todo e qualquer momento.

O que defendes é insustentável. Só é sustentável, se em cada clube existirem pessoas que realmente amem o seu clube, a sua bandeira, o seu hino, as suas pessoas, e que trabalhem para melhorar o seu clube, para depois pessoas como tu puderem ir para lá.

O meu pensamento é SUSTENTÁVEL ao longo do tempo e INDEPENDENTE das Pessoas, enquanto o teu não é. O teu depende sempre dos verdadeiros mouros que SÃO na realidade o clube, e que te dão as condições para hoje estares num clube, e amanhã noutro, dependendo de quem é o melhor clube do momento.”

Fica por responder: Quem saiu do Clube enquanto estávamos no Hipodromo?

RESUMINDO E CONCLUINDO…1º POST

O Rugby de Cascais de "Outros Tempos"...

Pelo que me deu a entender, esta história não tem grandes polémicas, todos concordam e até aqui não há zangas nem mágoas.


MITOS

PRIMEIRO MITO: “Os amigos dos copos??” - Afinal treinavam muito

SEGUNDO MITO: “As escolas do Dramático??” - Afinal as escolas do Dramático eram fruto dos próprios jogadores do Cascais

TERCEIRO MITO: “Sem condições chegámos lá???” - Afinal o Cascais daquele tempo tinha melhores condições que a maioria dos outros Clubes


COMENTÁRIOS A RETER:

COMENTÁRIO: “Não me esqueço como no final dos anos 90 o presidente Villar Gomes, ajudado por outros como o sr. Nuno Durão resolveu acabar com o futebol e o hóquei em patins. Teve azar... houve um conjunto de pessoas, onde me incluo apesar de já não ter idade para me chatear, que não deixaram que isso acontecesse.”

RESPOSTA: “Peço ao blogger que investigue e explique que história é esta..."

TRADUÇÃO: "Desenvolveram o Rugby, mas depois tiveram azar... quer dizer que depois vieram os do futebol e quem se lixou foi o RUGBY!”


CONCLUSÃO

No Rugby até aqui não há zangas e divergências de maior, mas identifica-se um "inimigo" sério...O Futebol e o Hóquei!!

Wednesday, November 5, 2008

"Os anos de Ouro..."

Fomos campeões em 87 e, nos anos seguintes, eramos uma das melhores equipas, mas não a melhor, tínhamos de fazer algo mais!


Simultaneamente, na Direcção do Dramático, sai o maior apoiante de Hóquei em Patins que com o patrocínio da Raposeira tinha comprado quase o Benfica todo! Entra para Presidente, o Pai de 2 jovens muito promissores o Zé Maria e o Nuno. Com o Nicha a Presidente, tudo poderia agora ser mais fácil.

Pensem no post anterior, o Cascais já tinha as melhores condições na altura e agora, somava o Presidente da Direcção do Clube.

Assim, numa decisão que mudaria o rumo do Rugby em Cascais, o Nuno Durão vai a Lisboa buscar o João Paulo Bessa e reúnem-se em casa do Cajó com Leal e Nicha onde fecham um contrato para treinar a equipa sénior. O Cascais tinha agora nada mais que o melhor treinador daquela altura e que, se ainda não era, estava apontado para ser seleccionador Nacional.

Com o Nicha a Presidente o Rugby tem um crescimento exponencial! Um excelente treinador nos seniores, um campo, treinadores de escolas qualificados como o Tomás Morais e o Professor Totas e, acima de tudo, muitos jogadores a colaborar.

A) Conseguem juntar muitas, mas muitas gerações e começam a preparar o futuro!

B) Conseguem que a Câmara de Cascais ceda um terreno para um Campo de Rugby, cujo projecto não avança por falta de dinheiro, mas a placa a sinalizar Estádio de Rugby é colocada pela CMC na rotunda da Guia.

C) Obtêm autorização para começar a jogar no Hipódromo de Cascais.

D) Começam a contratar alguns jogadores estrangeiros, mas jogadores a sério, estabelece-se uma excelente relação com o John Dobson, que nos traz atletas bem escolhidos para posições chave, Pilar forte, 2ª linha gigante, 3ª Linha que chegou a ser Campeão do Mundo pela África do Sul, enfim...fantásticos jogadores. Por outro lado recebemos alguns Nacionais de grande nível como o Domingos Borges, o Sérgio Ferreira.

Quanto aos resultados, todos conhecem!! Aquilo que não conhecem, é que é nesse momento que o Nuno Durão propõe ao Nicha começar uma exploração comercial do rugby para angariação de fundos!
Talvez tenha passado despercebido a muitos, as horas de preparação do Troféu SIC, com vários spots publicitários antes dos jogos na SIC!

Talvez tenha passado despercebido que a mulher do Nuno, a Harriet, treinava raparigas 2 vezes por semana para serem ascheer leaders que se vêem nos vídeos da Internet!

Talvez tenha passado despercebido que o Presidente Nicha e o Vice-Presidente Nuno Durão passavam horas em reuniões com a CMC, Grundig, Sic, Tv Guia, Galp, Ford...

Todos se lembram que os jogos do Cascais tinham milhares de espectadores enchendo por completo o Hipódromo, onde haviam 4 barracas de cachorros, uma loja de merchadising, 1 restaurante, uma banda de musica ao vivo, paraquedistas que traziam a bola ao centro do relvado.

Mas talvez tenha passado despercebido que isso obrigava o Presidente do Clube e Vice com a ajuda do Pedro Murinello, Pedro Rogério entre outros a ir na véspera preparar o som, de manhã pendurar publicidade, ir a casa a correr equipar e voltar para jogar.

Claro que disso ninguém se lembra!


PRIMEIRO MITO: "Os amiguinhos do Nuno Durão..."

Já pensaram que esta equipa era composta com jogadores de tantas gerações que quando o Nuno Durão já jogava nos seniores alguns ainda não tinham nascido! Façam as simples contas entre a idade do Nuno Morais e do Nuno Garvão (sim, foi titular dessa equipa quando ainda era júnior de primeiro ano). Já pensaram que o Nuno Durão não era treinador nem sequer capitão de equipa (o capitão era o Grande Padeirinho!!)

SEGUNDO MITO: "Só apostavam nos seniores!"

Sabiam que o Russel e outros fantásticos jogadores Sul Africanos vieram para o Cascais em Juniores? Sabiam que um outro Sul Africano da “casta” John Dobson, o Anthony, veio para o Cascais primeiro para primeiro jogar nos Juniores e só depois passou para os Seniores?

Sabiam que os Juvenis com o treinador João Bettencourt foram a Londres em Digressão?

Sabiam que na altura ganhávamos campeonatos em todos os escalões?

Viram o video das Majoretes que data de 92/93 onde o Bernardo Marques (Pata) e o Nuno Durão (Pico) estão a jogar com 7 anos, treinados pelo inesquecivel João Cassiano?

Sabiam que o Pedro Murinello, o Paulo Murinello e o Sabata, trabalhavam num projecto criado pela secção de Rugby, de ir buscar miudos às escolas para treinar vários desportos iniciando por época mais de 90 miudos no Rugby?

TERCEIRO MITO: "Não davam hipoteses aos mais novos..."

Sabem o que é uma equipa que tem 16 jogadores na selecção de seniores? Sabem que a maioria dos bons jogadores começavam a jogar nos seniores, rodeados dessas estrelas, alguns ainda juniores?

Tentaram fazer uma segunda equipa 2 vezes, sabem quantos jogadores que não cabiam no lote dos melhores 22 aceitaram jogar pela B ? (0 - zero!)

Mesmo assim lembro-me do esforço de gestão de equipa que foi feito para por exemplo pôr o Garvão, um jovem promissor jogador de então dos Juniores do Cascais, na equipa Sénior tetra-campeã nacional, mudando o Zé Maria Villar Gomes (que era “só” o arrier titular da Selecção Nacional) de 15 para 10 (passando o Nuno Maria para centro, outro jogador internacional).

Mesmo assim lembro-me de nessa mesma equipa, atenção, tetra-campeã nacional de irmos aos juniores de então buscar jogadores que treinavam e jogavam, muitos deles a titulares, com os seniores, como por exemplo o Pedro Leitão, o Pico (Frederico Sousa), o João Heleno, o António “Cenoura”, o João Filipe. Estes juntavam-se a outros já Seniores de primeiro ano como o Pêpê, o Fernando Serpa Pimentel, o Daniel Sá (que marcou o ensaio da vitória na nossa ultima Taça Ibérica contra o Saintboiana), o Braga, o Tamagnini e o Garvão.

Dai para a frente uns deixaram de jogar, outros mudaram de país, outros de cidade, uns foram para outros clubes e outros ficaram no Cascais, onde jogaram até um ano atrás. Para uma equipa que era campeã nacional 5 vezes seguidas, com cerca de 15 jogadores internacionais, com pelo menos dois jogadores estrangeiros de grande valia no plantel, integrar na sua equipa sénior este número de jogadores vindo das suas escolas, parece-me muito bom! Infelizmente, entre jovens, menos jovens e as “estrelas” de então, só havia lugar para 22…


O PRÓXIMO POST VAI EXPLICAR A SITUAÇÃO ECONÓMICA DA ALTURA E A TRAVESSIA DO DESERTO...

Um Abraço
"Um amigo de Cascais"